Saudações Felinas! Feline Greetings!

Saudações Felinas!
Feline Greetings!

Este é um blog para Amantes de Gatos Domésticos. Informações sobre comportamento de gatos. Orientações e descrições baseadas em dados científicos.
This is a blog for Cat People and Cat Lovers. Information behavior of cats. Descriptions and guidelines based on scientific data.

Espero que goste do trabalho. A intenção é trocar informações que possam melhorar a qualidade de vida dos gatos domésticos. Sugestões, dúvidas e críticas: clinicadegatos@yahoo.com.br
Hope you enjoy this blog. The purpose is to share information about domestic cats that could improve their day-to-day living. It´s all about cat behavior and medicine for cats: clinicadegatos@yahoo.com.br

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sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Rio de Janeiro + Sensação Térmica 43º C + Gatos Domésticos = Alerta!

GATEIROS AMIGOS. Ultimamente atendemos muitos gatos incomodados com o calor excessivo deste verão escaldante. A Pretinha não quer comer. Frederico parece ter perdido peso. Assim vamos listando inúmeras queixas que parecem relacionados ao estresse do calor implacável. Os desconfortos variam bastante e vão desde perda de peso ou mesmo vômitos ocasionais. No entanto, essa situação não diminui a importância de levar os gatos aos seus Clínicos Veterinários, uma vez que muitas doenças manifestam-se de forma semelhante aos sintomas relacionados ao calor excessivo. Por outro lado, banalizar os sintomas como perda de peso, perda de apetite, etc. é perigoso, mas é fato que: 

Rio de Janeiro + Sensação Térmica 43º C + Gatos Domésticos = Alerta!


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  • Troque a água com intervalos menores (Mesmo para Fontes);
  • Se for sair de casa pode colocar outro pote com uma pedra de gelo;
  • Brincadeiras entusiasmadas deverão ser evitadas em períodos com muito calor ambiental;
  • Para gatos já acostumados com ração úmida: incorpore um pouco de água no caldo da ração para aumentar a ingesta de água (não coloque muito porque eles podem perceber!);
  • Atenção Para potes de água e ração próximos de paredes que recebem incidência solar direta.
  • Gatos que já foram acometidos de doenças uretrais deverão ser observados quanto à ocorrência de urina muito concentrada e os Clínicos deverão ser consultados quanto às orientações de manejo dietético e hídrico nestes períodos.
  • Modifique o horário de “encher” o pote de ração para o início da noite. (A ração mesmo preparada para manter-se estável poderá oxidar em temperaturas muito altas. Como normalmente colocamos ração na parte da manhã para sairmos para trabalhar, ao longo do dia a chance da ração ficar menos apetitosa ou inapropriada é maior! Durante a noite e com temperaturas mais amenas, uma ração fresquinha pode ser providencial). Assim, deixa um pouco de ração pela manhã e jogue fora o que não for consumido ao final do dia.
  • Ar condicionado pode? Pode, mas o importante é permitir que o gatão ou a gatinha tenha acesso ao lado de fora se sentirem-se desconfortáveis com a baixa temperatura. Cuidado com as trocas abruptas de temperaturas, ok?
  • Vovôzinhos, vovózinhas, pacientes com limitações respiratórias, filhotes, gestantes deverão ser supervisionados mais atentamente.
  • Viagens de carro deverão ser agendadas para horários mais amenos se possível. Um saquinho com gelos ou um saco de água pequeno congelado encima de uma toalha dentro do transporte poderá ajudar a enfrentar o transporte.
  • Gatos de pelagem clara precisam ser mais eficientemente protegidos contra os raios UV com protetores solares aplicados de forma mais frequente.

E ao menor sinal de problemas (Mesmo que pareça ter sido causado pelo calor!) NÃO PERCA TEMPO, LEVE O BICHANO NO CLINICO!

Enormes abraços e Saudações Felinas para todos. Carlos Gabriel Dias.

Saquinho congelado para amenizar o estresse do calor no transporte.

Close do "Ar condicionado" portátil.




quinta-feira, 28 de junho de 2012


Conviver com Gatos é um vício. Não é preciso ficar justificando sempre os porquês. Conviver com eles melhora a qualidade de vida com já muitas comprovadas certezas científicas. Contudo, algumas características que descrevem os gatos como interessantes animais de companhia facilitam uma situação que nos preocupa a cada dia. Por serem pequenos, leves, silenciosos e inversamente encantadores, os gatos domésticos são facilmente introduzidos nos lares do homem moderno. Já escutei inúmeras vezes a máxima: quem tem um tem mais. Funciona quase sempre. E, assim, proporcionamos um deleite multiplicado, triplicado, quadriplicado e assim por diante. O ideal seria que o espaço físico aumentasse proporcionalmente. Não é o que normalmente observamos. Se estivéssemos conversando, provavelmente eu faria uma pausa seguida de um olhar perdido e diria: tudo isso é tão complicado! No caso de você me perguntar providencialmente o porquê, eu diria: condenar algumas pessoas por aglomerarem muitos gatos é difícil demais. Mas, não há crueldade em analisar os fatos através dos olhos dos gatos. Afinal de contas, este blog é uma oportunidade para discutirmos sobre: gatos! Porém, a sociedade humana é instável e quase sempre injusta com os seres-humanos. Pessoas se isolam dos outros, buscam conforto e satisfação com outras formas de amor ou mesmo se sentem outra espécie. Algumas pessoas verdadeiramente vivem uma vida difícil e descobrem um potente analgésico: os gatos. Não podemos julgar um amor excessivo por gatos (afinal dedicamos uma vida aos felinos domésticos), mas aglomerar muitos gatos em um espaço físico fixo não é exatamente uma boa forma de demonstrar essa devoção. Chegamos ao momento de decidir se defendemos esses humanos que levam um gato para casa como mais uma chance de produzirem o bem, ter amor incondicional ou o que o valha, ou os gatos. Elegeremos logicamente os interesses dos gatos. É através deles que precisamos discutir sobre o assunto.
Foto da web.

Quando levamos um gato para casa e o introduzimos no ambiente com outros animais, o que se segue não é algo natural. Apresentar um gato a outros sem um período de adaptação é forçar o mesmo a adentrar um território estranho, ameaçador. Além disso, forçar os residentes a aceitarem o novato goela a baixo é gerar um ambiente instável e sem previsibilidade. Parece óbvio descrito assim em palavras, mas não é assim. A maioria esmagadora das pessoas introduz um gato imaginando que ele estará bastante grato de ser adotado, reconhecerá imediatamente os demais gatos residentes como irmãos de coração e que estará feliz em compartilhar aquela única vasilha sanitária que é limpa com afinco todos os dias (afinal o que é dividir uma vasilha sanitária com outros quatro ou mais gatos, se estava em uma situação complicada no meio da rua?). Gatos escolhem seus afiliados não biológicos de forma bastante demorada caso eles não sejam afiliados biológicos (parentes de sangue). Poderão até não estabelecerem jamais algum tipo de afiliação. Em vida não doméstica, os gatos que querem se aproximar levam bastante tempo para terem a oportunidade de se exibirem e impregnarem o ambiente alvo com seus odores individuais. Quando um gato não se sente à vontade terá a chance de ir embora buscando um local onde possa se beneficiar de uma colônia e seus recursos disponíveis. Se tiverem chance de uma adaptação ponderada e funcional, ótimo, terão chances de formarem um lar de gatos com equilíbrio e recursos adequadamente disponíveis. Caso sejam introduzidos agudamente ou mesmo passam a habitar um lar superpovoado... (sobrancelhas franzidas e um ar de reprovação)... A situação poderá ficar bastante complicada. Mas, como explicar tantas informações a pessoas carinhosas que aglomeram os gatos em pequenos espaços imbuídos de todas as boas intenções? Como falamos anteriormente, muito complicado. Territórios, organização social, limites de tolerância e etc. Não existe possibilidade de conversa quase sempre. Os gatos são tolerantes? Não, não são. Esses humanos ainda não pararam para observar exatamente de que forma eles demonstram a intolerância. Bem, ou estão tão envolvidos com suas boas intenções que não percebem (Não há ironia nesta afirmação, sinceramente). Comer exasperadamente, não comer adequadamente, lamber-se excessivamente, viver em constante apreensão, agressividade, diarreia e vômito crônico, doenças associadas à imunoincompetência e etc. Não citei as doenças infecciosas e parasitárias que se alastram agressivamente nestes ambientes superpovoados, caso contrário um universo de páginas seria ainda insuficiente. Atenção, muita atenção para não acumular gatos e orientar outras pessoas a deliberar sobre o assunto. Conversem a respeito de manejo com os veterinários, biólogos, comportamentalistas e demais interessados em bem-estar animal. A Bióloga especialista em comportamento de gatos e acadêmica em Medicina Veterinária Ana Luiza Carneiro e a terapeuta comportamental Priscila Felberg têm desenvolvido observações sobre a introdução de gatos em ambientes domésticos no Rio Janeiro e São Paulo, respectivamente. Há residências com dois ou cinquenta gatos. O número não está diretamente relacionado com situações de estresse. Outros fatores devem ser levados em consideração. Esta situação é preocupante e merece uma discussão orientada, técnica e assertiva. Amor com gatos sem comprometimento não é amor é equivoco. Vida longa aos gatos e até a próxima. Gabriel Dias.




segunda-feira, 26 de março de 2012

Gato Novo No Pedaço!


Gatinho Fotografado na minha ultima viagem  à  Buenos Aires.

            Sempre massacramos os gateiros com uma afirmação: atenção para mudança das informações olfatórias do ambiente onde os gatos vivem. É tão importante que repetimos sempre. Para nós, os seres-humanos, entender o que não percebemos ou não enxergamos é algo bem desafiador. O Cheiro (ou a informação olfatória) que organiza o ambiente (território) onde os gatos permanecem não é algo palpável, concreto para os seres-humanos. Os gatos compartilham com o ambiente ora de forma inconsciente, ora consciente odores específicos do seu corpo. Esses odores permitem que eles identifiquem os seus locais preferidos, permaneçam tranquilos e que eventualmente possam retornar em caso de afastarem-se mais do que necessário. É um cheiro como uma referência, um endereço. Quando temos mais gatos, os odores todos se organizam entre si, formando um odor que representa aquele grupo.  Cada animal que chega ao grupo terá que esforçar-se para compartilhar o seu cheiro com os outros até que se forme um cheiro novamente representativo de todo o grupo. Achou simples a explicação? Achou ainda mais simples a maneira que eles chegam ao grupo e misturam seus odores? Não divulgue a “coisa” desta forma. Os gatos quando estão em vida não domiciliada levam algumas semanas para adentrar o grupo. As pequenas aproximações permitem deixar no ambiente próximo da comida o seu cheiro. Uma ora uma aproximação poderá acontecer, mas nem sempre acontece. O gato rejeitado poderá vagar para outras freguesias em busca de uma nova tentativa de introduzir-se em um grupo que se beneficiam de alguma importante fonte de alimento. Bem, sempre fornecemos uma explicação bem cientifica para fazer você entender como é o comportamento em vida não domiciliada e depois extrapolamos para a vida domiciliada: os nossos gatões mimados! Bem, quando introduzimos um gato em um ambiente domestico a situação pode ficar complicada. Os gatos podem até tolerar a introdução de um gato de forma abrupta por seres bastante sociabilizados com novos gatos, ou naturalmente pouco reativos ou mesmo bastante obesos e envolvidos na sua monótona vida para reclamarem alguma coisa. Essa não é uma regra geral. Os gatos incomodam-se bastante com essa introdução sem critérios! Hoje em dia estamos bastante preocupados com essa introdução descontrolada de gatos nos ambiente onde já habitavam outros gatos. Ainda que os espaços sejam bastante confortáveis, os recursos acabam sendo um problema porque deverão ser compartilhados. Se sua pergunta agora é: eu não tive problemas com a introdução de gatos na minha casa, devo me preocupar? Primeira dica é controlar racionalmente os impulsos de introduzir gatos no ambiente sem orientação comportamental. Depois imagine uma situação: ao acordar você encontra um estranho sentado no seu vaso sanitário fazendo número dois. O ser - humano ainda fala: agora essa privada é minha. Se quiser usar, espere eu acabar! Mas e se esse ser - humano esbarra com você no elevador e após algumas semanas de amenidades você o convida para um jantar? Os gatos precisam de tempo para aumentar a possibilidade de troca de odores. Técnicas são sugeridas para diminuir a velocidade desta troca. Mas, não se precipite e introduza um gato à força, é possível que ele fique em apuros ou mesmo o seu gatão mimado fique absurdamente estressado.  Atenção para isso e nos falamos em breve! 

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Montando a árvore de natal!


blogs.catster.com 

            O natal começa cada vez mais cedo. Pode até existir uma data exclusiva para enfeitar a casa para o natal, mas quase sempre nos influenciamos pelas decorações nos shoppings e propagandas na televisão. Nossa já é natal! E, assim, no primeiro final de semana livre montamos a árvore de natal. No entanto, durante toda esta ocasião alegre um ar de olhos curiosos analise cuidadosamente todos os detalhes. Os detalhes com reflexos, movimentos repetitivos ou até o fato de serem novos detalhes no ambiente são absurdamente atrativos para o dono do par de olhos: o seu gato.

            A árvore de natal é um playground potencialmente estimulante para os gatos. A tarefa inicial é informar ao gato que aquela estrutura que se destaca na decoração, com braços que se movem balançando estruturas brilhantes e divertidas não é para ele. Não são incomuns luzes que serpenteiam a estrutura e brilham em um ritmo estimulante. Como não ser um brinquedo para gatos?

            Vale à pena ressaltar que muitos gatos ignoram a arvore de natal após algumas investigações, mas outros requerem mais contato.

            A primeira dica é montar a arvore aos poucos. A novidade vai aparecendo aos poucos, mas quem quer montar a árvore aos poucos? Outra dica é assim quando aparecer a arvore pode aparecer um brinquedo novo e bastante estimulante. Assim, o podemos desviar a atenção para longe da arvore de natal. Vale colocar a arvore em um quarto ou varanda onde poderá ser isolado, o que depende do local onde você vive.

            Lembrem-se sempre dos comportamentos espécie específicos dos gatos: estar em superfícies altas para sentirem-se confortáveis e seguros e, também, marcação visual através de marcas de unha. Se a árvore pode ser um veículo para o exercício destes comportamentos, fornecer um poste de arranhar, um playground para gatos e prateleiras pode ser algo interessante. Se existem mais gatos, o cuidado é redobrado. Não deixe as lâmpadas acessas sem supervisão. Não utilize enfeites que quebrem e formem pedaços pontiagudos e perigosos. Fitas, cordas e fios devem ser aplicados com cautela para que não sejam ingeridos pelos curiosos de bigodes. Brigar ou esguichar água quando o gato estiver perto da arvore pode apenas causar aversão a arvore na sua presença. Punições desmedidas podem gerar frustração e ansiedade. Produtos repelentes específicos para gatos encontrados em estabelecimentos pets ou pendurar um sache perfumado na base da árvore pode ser interessante para alguns gatos ficarem longe. Não se esqueça de tirar mesas, mesinhas, apoiadores, cadeiras próximo da arvore para evitar que sejam utilizados para investidas desastradas. Uma árvore bem fixa ou presa no teto pode ser uma idéia interessante para evitar uma catástrofe. E atenções voltadas para velas acessas para o espírito do natal!

Um natal felino (alegre, sedutor, lindo e cauteloso)
Carlos Gabriel Dias.

            

domingo, 23 de outubro de 2011

Fisioterapia e Reabilitação do Paciente Felino (Contribuição do Dr. Alison André Ximenes Soares)

                                   
            A Fisioterapia Veterinária é regulamentada pela resolução Nº 850 de 05 de Dezembro de 2006 onde é atividade privativa do médico veterinário prescrever e executar métodos e técnicas fisioterápicos com a finalidade de reabilitar, desenvolver e conservar a capacidade física do animal (art. 1).
            Fisioterapia e Reabilitação é um campo que vem crescendo rápido na medicina veterinária. Pacientes felinos na fisioterapia e reabilitação são ainda em número menor quando comparado com os cães. Esta pode ser uma consequência da falsa crença de que os gatos não são tratáveis com os métodos tradicionais de fisioterapia por causa do seu comportamento.

Exame clínico e fisioterápico

            Antes de iniciar um programa de fisioterapia, um exame clínico completo deve ser realizado. Não se deve iniciar um programa de reabilitação sem o diagnóstico clínico. Convém salientar que mesmo o animal sendo encaminhado por um clínico geral ou ortopedista, se faz necessário o exame fisioterápico por parte do fisioterapeuta. Além disso, deve ser dada atenção importante para o exame físico e métodos de imagem para aprimorar ainda mais o diagnóstico.

-       Condição muscular geral, simetria e tônus: Gatos mais velhos ou gatos que foram submetidos a tempo prolongado de imobilização, como gatos presos em gaiolas e com movimentos restritos, muitas vezes mostram atrofia e diminuição da força muscular. A massa muscular do gato pode ser medida com o auxílio de uma fita métrica, mas é de grande importância que se faça a medida de circunferência do membro sempre no mesmo local. Nos casos de distúrbios neurológicos, o tônus muscular pode estar diminuído ou aumentado. Espasmos musculares dolorosos que ocorrem secundariamente a distúrbios ortopédicos e neurológicos podem também ser detectados durante a avaliação.
-       Amplitude de movimento passivo das articulações: É o meio mais confortável que uma articulação pode ser movida por meio de um fisioterapeuta sem resistência ou sinais de desconforto. A amplitude de movimento pode ser medida com um goniômetro.

Recomendações especiais quanto ao paciente felino na fisioterapia:
-       Em geral, os gatos são menos tolerantes do que os cães e, portanto, é mais difícil de realizar exercícios com eles.
-       Os gatos são relativamente impacientes e ficam rapidamente entediados. Portanto, o tempo de sessão deve ser o mais curto possível além de oferecer uma maior variedade de atividades.
-       As características comportamentais dos gatos, como jogar e caçar, podem ser usadas para desenvolver exercícios ativos.
-       Nem todos os tratamentos são tolerados por todos os gatos. Alguns gatos gostam de eletroterapia ou tratamento de ultrassom, outros não. Portanto, cada tratamento deve ser introduzido com cuidado para evitar lesões no paciente e terapeuta.
-       Alguns gatos toleram a hidroterapia. No entanto, para a maioria dos gatos este procedimento causa estresse elevado e deve ser utilizado apenas como última opção.

Técnicas fisioterápicas

Massagem

            A massagem tem sido comprovada como uma modalidade de tratamento eficaz em várias condições e é frequentemente recomendada para a reabilitação de pequenos animais. Existem diferentes técnicas de massagem descritas na literatura.
            As massagem são indicadas para a melhoria dos espasmos musculares secundárias a lesões músculo-esqueléticas, aumentando o fluxo sanguíneo, aumentando a elasticidade dos tendões e ligamentos, melhora articulações e a função muscular, e evitar aderências do tecido após cirurgia.

Uso de Calor *

            É útil nos casos de osteoartrite, dor devido a espondilartrose, lesões de disco ou outras doença da coluna vertebral, espasmos musculares, e para preservar tecidos, como músculos e tendões para o exercício.

Uso do Frio (Crioterapia)*

            É útil para diminuir a dor, edema e processo inflamatório após cirurgia e exercícios e reduz o inchaço e dor aguda nos casos de osteoartrite, por exemplo.

*Nunca utilize as técnicas de calor ou frio sem recomendação veterinária, visto que existem contra- indicações para tais casos e tempos superiores ao recomendado podem causar queimaduras.

Ultrassom terapêutico

            É comumente usado para aquecimento de tecidos profundos para melhorar a extensibilidade dos tecidos conjuntivos, para diminuir a dor e espasmos musculares, e para promover a cicatrização dos tecidos e melhorar a qualidade do tecido cicatricial.
            No modo contínuo há uma predominância dos efeitos térmicos, sendo utilizado principalmente para aquecimento antes do alongamento do tecido. No modo pulsado os efeitos térmicos são mínimos, mas pode ocorrer uma variedade de efeitos com base na fase de reparação tecidual incluindo aceleração do processo inflamatório, maior proliferação de fibroblastos, resistência a tração etc.
            É indicado para aumento da temperatura antes do alongamento, diminuição da dor, tratamento de tendinite calcificante e aceleração de processos de cicatrização de feridas em geral.

Laser Terapêutico
           
            Os lasers terapêutico emitem, no máximo, 1mW (miliwatt) de energia; portanto, seus efeitos são biomoduladores e não-térmicos. As reações fotoquímicas geradas atuam no metabolismo celular. Podem ser utilizados próximo a fase aguda por não produzirem aumento de temperatura.
            Suas principais indicações são cicatrização de feridas, tratamento de áreas com inflamação e edema, cicatrização tendínea, alívio da dor, além do tratamento de afecções osteoarticulares e lesões de nervo periférico.

Magnetoterapia

            Geralmente são utilizados campos magnéticos pulsáteis: onde a forma de energia é obtida através de uma corrente elétrica que passa por um condutor em espiral, criando o campo magnético ao redor.
            Esta terapia é indicada principalmente para tratamento de fraturas de difícil união (podendo ser usado mesmo na presença de gesso e implantes metálicos), pseudoartrose, artrodese que falharam, osteoartrose, tendinites, periostites, feridas crônicas, dentre outras patologias.

Eletroterapia

            É uma modalidade fisioterápica útil e na maioria das vezes é possível em gatos, na verdade, muitos gatos gostam dessa modalidade. Os seus dois usos mais comuns utiliza a estimulação elétrica para fortalecimento muscular e controle de dor.
            É indicado para controle de dor, melhoria de espasmos musculares, prevenção de atrofia muscular e fortalecimento muscular em geral.

Exercícios terapêuticos

            É uma das partes mais importante no processo de reabilitação. O protocolo do programa de reabilitação depende das necessidades de cada paciente e deve assegurar que os exercícios podem ser realizados de forma segura sem o risco de agravar os sintomas. Os exercícios devem ser selecionados de acordo com a fase de reparação tecidual, e portanto, o fisioterapeuta deve entender da patologia subjacente, do progresso esperado e suas considerações biomecâmicas.
            Geralmente os exercícios terapêuticos tem diversas metas nestas se incluem: melhoria da amplitude de movimento, aumento da massa muscular e força, condicionamento e resistência, uso dos membros,  melhoria coordenação e propriocepção e melhora do desempenho e função diária.
            Os exercícios mais comuns são a movimentação passiva, alongamento, Exercícios isométricos, brincadeiras com laser, brinquedos diversos e petiscos, exercícios de carrinho de mão e de dança.
            Dentre as patologias mais conhecidas que podem ser recomendadas o emprego da fisioterapia se destacam a osteoartrite, controle da dor em geral (aguda ou crônica),  ruptura de ligamento cruzado cranial, luxação de patela, displasia coxofemoral (principalmente nas raças conhecidamente predispostas como o Maine Coon), doença do disco intervertebral (hernia de disco), reabilitação ortopédica e neurológica, não uniões ósseas, cicatrização de feridas, dentre outras. Além disso, a fisioterapia pode ser aliada a exercícios em animais obesos para emagrecimento e usada em animais idosos para melhorar a qualidade de vida.

Cabe ressaltar que todo tratamento fisioterápico deve ser feito por profissionais habilitados visando o melhor protocolo para cada caso e observando com atenção as indicações e contra-indicações de cada método. Hoje em dia, com o avanço na medicina veterinária e com a crescente especialização dos profissionais podemos dispor aos animais uma maior longevidade e qualidade de vida.


Avaliação da amplitude de movimento tíbio-tarsal de um cão utilizando goniômetro (Fonte: Goniometria da articulação tíbio tarsal após imobilização temporária com fixador esquelético externo em cães. Alievi, M. M.; Schossler, J. E.; Teixeira, M. W. Cienc. Rural v.34 n.2 Santa Maria mar./abr. 2004)

Eletroterapia sendo utilizada em um gato com dor lombar (Fonte: The Feline Patient, 4 Edition, 2011)

Exercício de carrinho de mão em gato (Fonte: The Feline Patient, 4 Edition, 2011)

Exercício de dança em gato (Fonte: The Feline Patient, 4 Edition, 2011)
MV Alison André Ximenes Soares
Pós-graduando em Fisioterapia e Ortopedia Veterinária pela UNIP/IBRA
Trabalha com Fisioterapia e Reabilitação em Pequenos Animais atendendo em domicílio e em clínicas particulares na cidade de Fortaleza-CE
Contato: (85) 9699-1547 – aa_xs@hotmail.com

Até O Próximo Post Pessoal!

terça-feira, 20 de setembro de 2011

PIF (PERITONITE INFECCIOSA FELINA), UMA SIGLA DIFÍCIL DE EXPLICAR E ENFRENTAR!


           A Medicina Felina é recheada de siglas. Algumas delas potencialmente capazes de causar calafrios nos amantes dos gatos. FIV (Vírus da Imunodeficiência Felina), FeLV (Vírus da Leucemia Felina), PKD (Doença Renal Policística) e etc. Mas, não vamos privilegiar somente os Gateiros, os Veterinários Gateiros também suam frio! Para os responsáveis por gatis comerciais ou abrigo para gatinhos provisoriamente sem lar sempre há uma sensação de insegurança em relação ao vírus da PIF (Peritonite Infecciosa Felina), outra sigla importante. A PIF ainda é bastante desafiadora para nós, os veterinários, uma das principais causas de óbito entre os nossos amigos de longos bigodes.
            A PIF é difícil de explicar porque não é uma doença infecciosa como as demais, onde temos um expectativa quase que realística do que pode acontecer. Após o animal entrar em contato com o vírus, variadas situações poderão ser esperadas. Neste post tentaremos alertá-los para algumas dessas situações.
            

         O que enxergamos como PIF (Pele e mucosas amareladas, presença de liquido na cavidade torácica e abdominal, sintomas neurológicos ou outros sintomas como simplesmente diarréia e vômito) não é causado apenas pelo vírus. O Vírus, chamado Coronavírus Felino, após entrar em contato com o gato causa um alerta no sistema imunológico do gato. Os sintomas que enxergamos serão causados pela reação do corpo do gato. Explicando melhor: o vírus pode entrar em contato com o gato e ficar por lá quietinho para o resto da vida, o sistema imunológico do gato poderá reagir de forma exuberante causando inflamações diversas e presença ou não de líquidos e assim por diante. Isso tudo parece confuso e de fato não está bem esclarecido como ocorre exatamente. A questão é que frente a qualquer doença o corpo do gato faz uma reação. Até aqui tudo bem, mas no caso da PIF a reação é tão exagerada que acaba gerando problemas para o animal. Muitas hipóteses são sugeridas: tipos de Coronavírus Felino, mutações genéticas e outras. Outra situação surpreendente até hoje é o exagero na reação inflamatória. Aqui, no nosso encontro, vamos pontuar os detalhes mais importantes.  

Os gatos eliminam o vírus pelas fezes e outros gatos contaminam-se por via oral!

Não pega em Gente ou em Cães!

Gatos que vivem em grupos apresentam mais chance de desenvolverem a doença.

Nem tudo é PIF, mas quando diagnosticado a chance de sobrevivência é bem pequena infelizmente!

Existem dois tipos de sintomas: PIF úmida (presença de muito liquido inflamatório no abdome e no tórax) e a seca (reação inflamatório de outro tipo, sem líquido em exagero e com chances de sintomas neurológicos. Detalhar o tipo não é importante agora, deixaremos isso para os Veterinários.

E se um gato tiver PIF no meu gatil ou abrigo? Difícil de responder pela internet, mas é provável que todos os outros gatos tenham tido contato com o Coronavirus Felino. Assim, é possível que não tenhamos que tirar todos os gatos do ambiente. Em contrapartida, não será recomendado introduzir novos gatos.

Trabalho realizado em Locais onde o Vírus da PIF foi detectado!



NEM TODOS OS LOCAIS COM MUITOS GATOS TEM O VÍRUS DA PIF COMO MUITOS AFIRMAM. POR ISSO ATENÇÃO COM ROTINAS DE INTRODUÇÃO DE NOVOS GATOS EM ABRIGOS E GATIS SEM ACONSELHAMENTO VETERINÁRIO!  

Falta de limpeza adequada, grandes aglomerações de gatos e ausência de orientações veterinárias são os pilares dos problemas dos abrigos e gatis. Se você tem muitos gatos e acha que consegue limpar adequadamente, atenção! Com muitos gatos confinados o controle de doenças é muito difícil. A dica sempre é separar em pequenos grupos!

Poderíamos ficar falando horas sobre PIF! Essas são orientações generalistas, para outras informações converse com o seu Veterinário!

Até o próximo Post!

Gabriel Dias.


   

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

OS GATOS NÃO SÃO ASSIM: TÃO INDEPENDENTES COMO DIZEM!


 É um importante fato: gatos são excelentes animais para compartilharmos sua companhia, mas qual é exatamente o porquê? Hoje em dia, as pessoas vivem mais frequentemente em grandes cidades e precisam trabalhar muitas horas ao dia e eventualmente durante a noite também. A família nuclear tradicionalmente reconhecida tem compartilhado espaço com outras organizações familiares. Solteiros, Separados, Casais sem filhos e Etc. Na maioria das vezes todos os membros da família trabalham, estudam e ao chegarem em casa, ainda dedicam parte de seus tempos em frente ao Computador. Muitas habitações permanecem vazias durante quase o dia inteiro.
            Os seres-humanos apreciam a companhia de animais há muito, muito e põe muito nisso. Assim, sempre gostamos de estar aconchegados com um peludo, um penado ou um escamado por perto. Bem, estamos vivendo uma rotina conturbada, corre-corre, pouco tempo e muitos afazeres. Moramos em apartamentos pequenos e namoro só à distancia. Assim, com todos esses requisitos só nos restam os gatos. Eles encaixam-se perfeitamente neste contexto moderno. Os potinhos de comida, de água e vasilha sanitária permanecem todos dentro de casa. São silenciosos (não estou me referindo às gatinhas escandalosamente no cio) e não precisam de passeios no quarteirão. Tudo parece perfeito. Assim começamos os capítulos de livros, palestras e aulas sobre Medicina Felina. Os gatos são animais do Futuro, espaços reduzidos em grandes cidades e etc. Tudo muito bacana e correto, mas acaba transmitindo uma idéia equivocada. Os gatos não precisam disso e daquilo; são adaptáveis e são perfeitos para pessoas que não tem muito tempo. OK! OK! O receptor desta informação pode facilmente achar que não precisa também de atenção e dedicação. 

Gatinho da Suzanne de Curitiba. Farra, soninho, farra, soninho...

Gatinho da Suzanne de Curitiba. Enriquecimento ambiental com estruturas que forneçam  possibilidades. Uma casa sem brinquedos não tem possibilidades e não existe assim um ambiente rico.
           

                         Se tiver uma esticadinha após o trabalho todos os dias, sem problemas, os gatos gostam de ficar sozinhos. Eles são independentes! Não é bem assim. Atenção para dedicar um tempo para o gatão. Os humanos dão se bem com regras. Então, vamos lá: 15 minutos de brincadeiras/dia. São mais minutos? Excelente! ATENÇÃO PARA A ANSIEDADE NOS GATOS DOMÉSTICOS DOMICILIADOS. A ansiedade de separação é algo tão comum entre os gatos e quase ninguém se preocupa com isso. Vai ficar muito tempo fora de casa? Forneça brinquedos inteligentes, dispensadores de alimento, fontes de água, arranhadores, prateleiras e etc. Ambiente enriquecido e Qualidade de Vida. Os gatos não podem padecer por conta da falta de tempo. Sua vida fica também melhor por conta deles. Experimente brincar cerca de 20 minutos jogando uma bola de papel laminado de cozinha com o seu bichano. Depois deste pequeno intervalo, a planilha que você precisaria fazer ou a relatório que teria que revisar vão ser mais facilmente encarados! Até a próxima. Saudações Felinas!